Viviane Almeida, futura cadete da PMMG

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Pessoas queridas, é com imensa satisfação que venho relatar aos seguidores do Blog do graduado um pouco da minha experiência na preparação para o concurso tão estimado da minha vida:

O Curso de Formação de Oficiais da PMMG, que prestei em 2013 e 2014.

Cadete Viviane Cristina de Almeida

De forma bem sucinta no que diz respeito ao concurso de 2013, tive apenas a minha redação corrigida, porém com uma nota baixa que não me permitiu avançar às demais etapas do certame.

Em 2014, prestei o segundo e ultimo concurso. Dessa vez, consegui uma melhora considerável de pontuação na redação, que me permitiu avançar nas etapas (prova oral, exames psicológico e médicos).

Graças a Deus, fui aprovada na prova oral e exame psicológico (era essa a ordem do concurso na época), porém, no que diz respeito aos exames médicos, fui considerada inapta no exame oftalmológico.

Por esse motivo, foi necessário recorrer a via judicial.

Meu processo teve uma duração aproximada de 3 anos e, graças a Deus, no ano de 2017, obtive êxito com o trânsito em julgado e consequente declaração de aptidão no exame oftalmológico, bem como direito à continuidade no certame.

No mês de agosto do corrente ano, submeti-me ao tão esperado Teste de Aptidão Física, sendo aprovada.

No mês de setembro, foi publicado o ato de reserva de vaga que me deu o direito de iniciar o próximo e tão, por mim, esperado e desejado Curso de Formação de Oficiais da PMMG.

Algumas pessoas podem já estar questionando o motivo de eu não ter prestado outro concurso no decorrer da espera da decisão judicial.

Ocorre que o edital do CFO 2015 previa início de curso em fevereiro, um mês depois do meu aniversário de 30 anos.

Por isso, depositei toda minha esperança nessa ação judicial e fiz tudo que me era possível, pois era a ultima possibilidade de realizar esse sonho de me tornar uma Policial Militar.

Sou filha e neta de militar, tive a honra de estudar alguns bons anos da minha vida no Colégio Tiradentes da Polícia Militar. Crescer nesse meio, fez com que despertasse em mim uma admiração ímpar por esta Instituição que considero tão nobre e honrável!

Cadete Viviane Almeida e seu pai, sgt AlmeidaPude sim contar com o incentivo do meu pai, alguns amigos e familiares também militares, mas, sem dúvidas, o que me fez insistir tanto “nessa causa” foi a motivação que existia em mim.

Eu sabia exatamente o porquê havia escolhido trilhar esse caminho e o tanto que eu queria isso para mim!!

Por ter sido um percurso um pouco diferente, ao ser convidada a relatar minha experiência de preparação para o concurso, resolvi abrir esses detalhes para que sirva de incentivo a cada um de vocês que também anseia por essa carreira tão nobre.

Eu acredito muito que Deus realiza os sonhos que Ele gera em nossos corações e se de fato é um sonho, dediquem-se a ele com todas as forças que puderem!

Há um frase de um filme que assisti que muito se aplicou nesse período de persecução pela realização desse sonho:

Dê o seu melhor e deixe os resultados para Deus…!

Filme Desafiando Gigantes

É apenas isso que precisamos… porque Ele sabe exatamente qual o melhor tempo para que cada coisa aconteça em nossa vida, inclusive para realizar os sonhos que Ele gera em nossos corações!

Cadete Viviane Almeida - equitaçãoAgora quero falar de forma mais específica de como foi a minha preparação no que diz respeito ao método de estudos!

Sabemos que isso é muito relativo, pois cada um encontrará o seu melhor método, porém acredito que pode ajudar a direcionar um pouco quem ainda está meio perdido nisso.

Em ambos concursos prestados, minha preparação começou com a publicação do edital.

A primeira pergunta que costumam me fazer é se eu ”só estudava”. A resposta é não!

Nas duas fases de preparação que tive, conciliei os estudos com meu trabalho. O que fiz foi reduzir minha carga horária de trabalho, para melhorar meu aproveitamento na preparação.

No concurso de 2013, fiz curso preparatório para a primeira etapa. Minha forma de estudar era basicamente assistir aulas no período da noite, fazendo anotações de tudo que considerava relevante e procurando prestar bastante atenção em tudo que os professores diziam.

Durante o dia, tirava em torno de duas a três horas para ler resumos, anotações de aula e fazer exercícios. Não me dediquei à preparação da redação nesse primeiro ano e acredito que por esse motivo minha nota foi ruim, não me lembro ao certo, mas pouco mais que 70 pontos.

Ao ser publicado o edital para o concurso de 2014, novamente iniciei minha preparação que, durante o primeiro semestre de 2013, ficou suspensa devido a sobrecarga de trabalho.

Nesse segundo edital, por ter um vasto material para estudos, optei por aproveitar melhor o tempo para estudar em casa e não fazer o curso preparatório para a primeira etapa.

Em média, estudava 4 horas por dia, inclusive aos sábados!

Às vezes pegava umas duas horas no domingo também para colocar a mente pra pensar, com resoluções de questões.

Pela experiência do concurso prestado no ano anterior, resolvi me dedicar mais ao estudo de lei seca, resolução de questões e redação.

Embora não dispusesse de muito tempo para fazer cursinho, devido ao aumento de trabalho, contratei serviço de uma professora de português.

Tínhamos um encontro semanal, no qual me era passado um tema de redação e ela corrigia a redação passada no ultimo encontro, com várias dicas que foram bastante significativas para melhora da minha nota.

Na prova objetiva, fiz a nota de corte para ter a redação corrigida. Na redação, minha nota foi 1 ponto abaixo da que precisava para ir para a prova oral.

Assim, foi necessário um recurso. Consegui o aumento de exatamente um ponto que eu precisava, tornando possível que eu fizesse a temida prova oral.

Temida porque a gente nunca sabe o que nos espera, rs! Um vasto conteúdo para estudar por matéria, do qual sairia apenas uma pergunta.

Nessa etapa, optei por fazer um cursinho preparatório, que, na verdade, iniciei “pela fé” antes mesmo de ter o resultado do meu recurso da prova de redação.

Se não iniciasse logo, eu teria um comprometimento grande de conteúdo, já que o cursinho durou apenas 3 semanas e o resultado dos recursos de redação saíram apenas uma semana antes da prova de redação.

Para essa etapa, resolvi me dedicar ao estudo apenas dos temas passados em sala de aula. E nas horas que tinha para estudar a matéria em casa, lia muitos resumos, não dava para estudar doutrina devido ao pouco tempo que tinha até a data da prova.

Graças a Deus, foi suficiente para conseguir a aprovação nesta etapa e poder seguir nas demais fases.

Acredito que o medo do desconhecido (já que nunca antes tinha feito um prova oral) foi o fator que mais me assustou para essa etapa.

Diante do conteúdo visto em sala de aula, do conteúdo estudado em casa e das questões cobradas, não considero que tenha sido muito difícil a prova oral.

Quanto ao teste físico, desde a publicação do edital, iniciei uma preparação mais específica para o TAF que, no entanto, pelos motivos já relatados, não pude fazer à época.

Porém, não tenho qualquer dúvida quanto à relevância dessa etapa, principalmente para as pessoas que não tem uma rotina de atividade física.

Cadete Viviane Almeida - TAF do CFO 2014

Minha dica é iniciarem a preparação física o quanto antes puderem, pois, além de somar significativamente ao seu rendimento para preparação das provas de conhecimento, também será importantíssimo para o seu excelente desempenho do dia do TAF, que não é uma etapa apenas eliminatória mas também classificatória.

Oriento ainda que procurem profissionais que façam preparações específicas para o TAF da PMMG, que foi o que eu fiz.

No mais, o que desejo é que continuem batalhando e perseguindo o objetivo de vocês!

Deus sempre faz a parte Dele, então que possamos fazer a nossa também!

Ainda não sou militar, já que iniciarei apenas no próximo curso de formação, mas espero que em breve estejamos juntos trilhando o mesmo caminho na gloriosa PMMG e fazendo parte dessa mesma família!

Deus ilumine a todos!!!

Viviane Almeida – advogada e futura cadete da PMMG

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