Polícia Militar e escolas: uma parceria de sucesso

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Cumprindo sua missão constitucional de preservação da ordem pública, a PM desenvolve diversos projetos com outros órgãos públicos e a sociedade civil. Dentre estes, destaca-se uma parceria de sucesso entre a Polícia Militar e as escolas.

 

PROERD

 

Há alguns anos, a corporação conseguiu aproximar-se das crianças e adolescentes através do PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e Violência) e transmitir aos alunos a mensagem sobre como enfrentar o problema das drogas.

As escolas disponibilizam um horário em sua grade curricular e a PM envia um militar com capacitação especializada para introduzir na percepção dos alunos a necessidade de evitar o contato com qualquer tipo de droga.

Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, do ano de 1998 a 2015, mais de 3 milhões de crianças, adolescentes e pais de alunos foram capacitados em nosso Estado.

PM amigo da escola

 

Este é outro projeto que dá bastante resultado junto a comunidade escolar. Gradativamente, os militares tornam-se referência, interagindo com os alunos, pais, professores e demais funcionários do educandário.
palestra sobre roubo de celular
Visitas regulares, orientações diversas e palestras sobre a importância da conscientização e participação de todos para a diminuição dos problemas de segurança são algumas das atividades do PM amigo da escola.

Infelizmente, a comunidade escolar tem sido alvo constante da violência. Escolas vandalizadas, computadores e outros bens subtraídos, educadores ameaçados e agredidos, alunos sofrendo roubos no trajeto para escola ou casa, entrada de armas e drogas no estabelecimento…

A presença mais constante do policial visa aumentar a sensação de segurança no recinto escolar, bem como estreitar o vínculo entre polícia e sociedade, desmistificando a ideia de que o papel da polícia é a repressão.

Muito pelo contrário, cada vez mais a corporação militar pauta sua atuação pela integração com a comunidade e foco na prevenção dos conflitos.

No caso específico de polícia e escola, esta parceria tem gerado resultados muito satisfatórios, com redução da violência e maior sensação de segurança.

Mas, enquanto grande parte da sociedade enaltece esta parceria, algumas pessoas fazem ressalva quanto a presença de policiais nos estabelecimentos de ensino.

Tais pessoas acreditam que a presença policial nas escolas inibe e constrange alunos e professores.

Ao contrário daqueles que acham que escola não é lugar de polícia, prefiro ter contato com crianças e adolescentes nas escolas que nas delegacias.

Como vivemos em um Estado Democrático, todos têm direito a ter opiniões diferentes e devemos respeitá-las. Alguns dos que discordam argumentam ainda que o policial assumiria a função de disciplina que cabe aos funcionários da escola.

Por este motivo, podem ficar tranquilos! A Polícia Militar não pretender assumir a função de autoridade que cabe aos diretores e equipe pedagógica, tampouco causar qualquer tipo de stress a rotina local.

Se não puder ajudar de alguma forma, atrapalhar muito menos!

O objetivo é ser um ponto de referência para a comunidade escolar, agindo como um orientador e facilitador na resolução dos conflitos. E de forma complementar, ser um inibidor de crimes, principalmente no entorno das escolas.
Momento cívico com as bandeiras do Brasil, Minas Gerais e Timóteo
Para quem defende que escola não é lugar para policiais e que estes devem preocupar-se em ficar nas ruas garantindo a segurança pública, sugiro a leitura da Constituição da República, no capítulo que trata da educação.

Constituição da República
Art. 205 – A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Percebe-se por este artigo que a educação das crianças e adolescentes não cabe apenas à escola, representante do Estado, mas deve ser garantida pela família e a sociedade como um todo.

Há certo tempo, a Rede Globo idealizou o projeto Amigos da Escola, pelo qual as pessoas eram incentivadas a contribuir com o conhecimento que tivessem.

Pintores e pedreiros ajudaram na restauração dos prédios; um músico dava aulas de algum instrumento musical; alguém ajudava a cuidar da horta que servia como merenda…


Tomando o projeto Amigos da Escola como parâmetro, se pedreiros, músicos e aposentados podem ser amigos da escola, atuando como facilitadores da educação, porque os policiais não poderia repassar o conhecimento que têm em razão de sua experiência profissional?

Porque o policial não poderia ir a escola e sugerir a direção onde instalar sistema eletrônico de segurança para inibir vandalismo e furto do patrimônio público?

Porque o policial não poderia conversar alguns minutos com os alunos para orientá-los sobre como evitar serem vítimas de crimes?

Projeto PM amigo da escola
Foto: Sd Leonardo Félix

E você, o que pensa sobre o tema? Gostaria que na escola de seu filho tivesse um PM amigo da escola ou preferiria que policiais comparecessem somente para registrar um boletim de ocorrência, caso acontecesse algum crime?

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1 Comentário


  1. Reajustes salariais são obrigatórios, conforme determina o Inciso IV do Artigo 7º da Constituição Federal de 1988 ("São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo…"). O Salário Mínimo Necessário, de acordo com o referido dispositivo constitucional, é de R$ 3.795,24, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. O cálculo é feito mensalmente desde 1994 pelo DIEESE com base em valores da cesta básica. Um Soldado da PMERJ ganha apenas R$ 2.382,89. DEFASAGEM: Salário do SD PM está R$ 1.412,35 abaixo do Salário Mínimo Necessário. Garçom desligado do Palácio do Planalto, onde trabalhava há nove anos, José da Silva Catalão, de 52 anos, recebia um salário líquido de R$ 3.870,00, segundo o Transparência Brasil. Isso explica o quadro de desmotivação dos Policiais Militares do Estado do Rio de Janeiro.

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