Sonhos de criança, esperança de melhora na segurança pública

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Quando crescer, eu quero ser polícia! E eu quero ser bombeiro para apagar o fogo e salvar as pessoas! Quem nunca ouviu crianças falando isto?

Pois então preste atenção aos comentários de seu filho, sobrinho ou um grupinho de crianças brincando na rua quando passar uma viatura.

Todo menino que ganha de presente um carrinho de polícia ou de bombeiro, brinca como se realmente comandasse uma viatura de verdade.
 

Ganha uma arminha de plástico e sai correndo atrás do amiguinho, brincando de polícia e ladrão.

Como em qualquer meio profissional, o ditado “filho de peixe, peixinho é” também ocorre em nossa área.

Desde novinhos, filhos de policiais e bombeiros frequentam os quarteis, são atração nas solenidades com suas fardinhas e, muitas vezes, quando crescidos, seguem os passos dos pais.

A maioria das crianças vêem os policias e bombeiros como heróis. Mas, infelizmente, alguns pequeninos têm medo de polícia.

Este sentimento é colocado na cabeça deles por seus pais; “menino, se você fizer (ou não parar de fazer) isto, a polícia vai te pegar”. Triste realidade, mas muito comum em nossa sociedade.

No entanto, os policiais podem e devem combater esta atitude dos (ir)responsáveis pelas crianças.

Com pequenos gestos, é possível desmistificar esta imagem de bicho-papão que alguns pais costumam colocar na cabeça das crianças.
 

Um sorriso, um joia, uma continência, pegar na mão, dar um abraço, parar a viatura e conversar, responder as muitas perguntas, quem sabe até deixar os mais corajosos sentar no banco da viatura e dar um toque na sirene.

Um exemplo desta aproximação de militares e crianças aconteceu com o pequeno Nicolas em uma visita ao quartel da PM. Veja como foi a realização do sonho do Nicolas no artigo Quando crescer, eu quero ser um policial!

Inicia-se hoje a semana das crianças. Como em toda data comemorativa, ocorrem campanhas de arrecadação de brinquedos para distribuição às crianças de comunidades carentes.

Nobre ação, sem dúvidas! Mas não podemos deixar que restrinja-se a alguns poucos dias por ano.

Ou cada um assume o compromisso ou continuaremos culpando alguém pela impunidade criminal dos menores infratores em nosso país.

Se não agirmos preventivamente, dificilmente conseguiremos resolver repressivamente.

Um projeto que tem dado muito resultado é a parceria entre escolas e Polícia Militar, que busca atuar junto às crianças no ambiente educacional. Clique aqui e saiba mais sobre este projeto!

Nos artigos Amarrar bandido no poste virou moda e Tráfico de drogas: guerra sem fim no coração do Brasil, tratamos das terríveis consequências da inércia ou pouco interesse do Estado e da sociedade em relação às crianças e adolescentes, que tanta gente diz ser o futuro de nossa nação.

Tanto as corporações, quanto cada policial ou bombeiro, juntamente com toda a sociedade, devem esforçar-se para que nossas crianças desenvolvam-se e sejam futuros cidadãos de bem.

Ou lutamos todos do mesmo lado ou podemos estar pelejando em uma guerra perdida. Prefiro acreditar que podemos sair vencedores, batalha por batalha.

Eu faço minha parte. E você, que tem feito por nossas crianças?

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