Polícia vota em polícia

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Faltando apenas uma semana para as eleições 2014, muitos policiais ainda não definiram em quem votarão.

Ou pior, escolheram seus futuros representantes da mesma forma que muitos eleitores politicamente alienados.
 

E depois ficam quatro anos reclamando dos governantes, como se não tivessem sua parcela de culpa no processo.

No artigo Bancada da segurança pública nos poderes Legislativo e Executivodestaquei a existência de bancadas classistas, entre elas a ruralista, a evangélica e a empresarial.

Quando estes parlamentares são empossados, juram defender os interesses do povo, mas o que realmente vemos acontecer é a conhecida “legislação em causa própria”, ou seja, o que está em primeiro plano para a grande maioria é fazer tudo aquilo que resultar em benefícios para eles mesmos.

Alguém já ouviu falar da bancada policial ou da segurança pública? Não? Nem eu.

Isto é uma realidade porque nossa classe ainda não teve a maturidade política para criação de um bloco que defenda nossos direitos e garantias.

O que temos são alguns poucos representantes se comparado com o efetivo existente em nossas corporações.

Como exemplo, podemos analisar o Estado de Minas Gerais, onde os policiais militares são em torno de 69.000, contando ativos e inativos, enquanto, dos 77 deputados estaduais mineiros, apenas dois são policiais militares, o Sargento Rodrigues e o Cabo Júlio.

Esta proporção bem simples foi baseada apenas no quantitativo policial. Mas o direitos e interesses a serem defendidos não são apenas dos militares, mas de toda a família.

Então, se cada militar conseguir demonstrar para sua esposa e sua mãe a importância de elegermos PM’s para nos representarem, conseguiremos triplicar o número de votos.

Este mesmo raciocínio pode, ou melhor, deve ser utilizado nos outros Estados, país afora.

Precisamos de mais policiais, bombeiros, agentes penitenciários, ocupando as cadeiras das Assembleias Legislativas e do Congresso Nacional.

Finalizando, faço questão de frisar o ideal expresso no título deste artigo: Polícia vota em polícia!

Você pode até querer apoiar o pastor/padre de sua igreja ou aquele velho amigo de sua família ou ainda o vereador que jurou ser o responsável pelo calçamento de todas as ruas do seu bairro.

Contribua com as obras da igreja e estará ajudando o pastor/padre; convide o velho amigo para um almoço com a família; e envie um ofício para a Câmara Municipal agradecendo os bons serviços prestados pelo vereador.

Mas para tratar de segurança pública, temos que eleger quem realmente entende do assunto.

Médico entende de saúde; professor entende de educação; quem entende de segurança pública são os policiais, bombeiros, agentes penitenciários, guardas municipais.

No próximo domingo, teremos a oportunidade de decidir nosso futuro. Só depende da conscientização de cada um.

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