Bancada da segurança pública nos Poderes Legislativo e Executivo

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As eleições políticas de 2014 estão chegando e com elas o inconformismo dos eleitores com nossos representantes. Mas reclamar não basta para mudar a situação. É necessário apresentar alternativas viáveis para uma efetiva mudança.

Baseado nesse ideal, um grupo de militares coleta assinaturas para fundar o PMN, Partido Militar Brasileiro.
 

O Tribunal Superior Eleitoral exige 450 mil assinaturas dos cidadãos em todo o país, das quais já foram conseguidas 320 mil, segundo o site Globo.com. O partido já conta com site próprio e perfil no facebook.

Na verdade, não é necessariamente essencial a criação de um partido que envolva uma classe específica, principalmente se for restrita somente a militares.

Muito mais importante é conseguir eleger o máximo de agentes da segurança pública, sejam eles militares das forças armadas, policiais militares ou civis, bombeiros, agentes penitenciários ou quaisquer outros profissionais que conhecem mais a fundo a necessidade de melhor qualidade na segurança pública para a sociedade e os anseios profissionais e pessoais dos encarregados de manter a ordem social.

A necessidade de eleger o máximo de representantes é urgente. Tomando como exemplo, segundo o site oficial da ALMG, dos 77 deputados estaduais de Minas Gerais, temos somente dois policiais militares, Sgt Rodrigues e Cabo Júlio, e um militar do Exército Brasileiro, Tenente Lúcio.

Se pesquisarmos em nível nacional, segundo o site oficial da Câmara dos Deputados, dos 512 deputados federais, temos os delegados Protógenes QueirozFernando Francisquini, Francisco Tenório, João CamposLourival Mendes e Marllos Sampaio, e o capitão do Exército Brasileiro Jair Bolsonaro.

Já no senado federal, o resultado é o pior possível, pois não temos nenhum representante.

Quando sugiro formar uma bancada da segurança pública, nem de longe penso em ter um poder parecido com a ditadura militar, pois a centralização de poder, principalmente se for imposta, mostrou ser um péssimo negócio para a sociedade.

Fonte: Site Rede Brasil Atual

Como toda classe, os agentes de segurança pública também necessitam de representantes defendendo a criação e manutenção de seus direitos e fiscalizando seu efetivo cumprimento.

Este é o objetivo principal da formação de uma bancada da segurança pública, da mesma forma como existem as bancadas ruralista, evangélica e empresarial.

Logo acima, está um gráfico com o tamanho das bancadas, apurado em outubro de 2013, pelo site Rede Brasil Atual. Se você observar com atenção, perceberá que não tem bancada policial ou segurança pública. Isto é inaceitável!

 

O contingente de agentes de segurança pública é enorme, tanto em âmbito estadual, quanto nacional.

E se cada um multiplicar seu voto por pelo menos mais um ou dois, que seriam seus parentes mais próximos, cônjuges e filhos, dependentes diretos dos benefícios adquiridos, com certeza será possível manter as cadeiras atualmente ocupadas pelos delegados e militares, além de conseguir pegar mais algumas cadeiras, fortalecendo o foco na segurança pública.

E não adianta falar que não gosta de política, que é um alienado político. Pois como vai querer reclamar depois, se você não quis participar do processo?

3 Comentários


  1. Concordo contigo também na questão de fazer uma prévia, pois, se for cada um por si, teremos diversos candidatos, sendo que, aqueles que não tem muita chance, tirarão votos dos que realmente tem capacidade para concorrer, diminuindo sua força e probabilidade de garantir vaga. Melhor poucos candidatos fortes que uma multidão que vão tentar a sorte.

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  2. Realmente, assunto dos mais importantes. E confesso que eu era um dos que não levava a sério a questão política. Mas principalmente depois que comecei a estudar isso na faculdade, percebi que não adianta só reclamar. Temos que fazer parte do processo, inclusive colocando o tema em pauta de discussão. Somente assim, teremos voz ativa, respaldo de nossas ações e garantia de direitos.

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  3. Vamos fazer uma prévia e escolher dois nomes para FEDERAL e mantermos os dois ESTADUAIS. Bom assunto meu amigo.

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