Policial também é gente

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Algumas pessoas tem em seu subconsciente a imagem um pouco fora da realidade quando pensam em um POLICIAL. O que muitos não conseguem entender é que este profissional também é uma pessoa comum, com necessidades, desejos e defeitos como todas as outras pessoas do mundo civil.

Exigem que o policial esteja perto sempre que precisar, mas distante o bastante nos outros momentos.

Se o cidadão foi assaltado ou está correndo qualquer tipo de agressão a algum direito, o policial é obrigado a aparecer imediatamente e resolver a situação. Mas se está tudo tranquilo, a presença policial costuma incomodar.

Apesar de nem todos ficarem satisfeitos, é impossível não compartilhar, em algumas ocasiões, o mesmo ambiente com um policial. Pois, para espanto da maioria das pessoas normais, o policial também é uma pessoa normal.

Ele vai a restaurantes para se alimentar; vai ao banco para sacar um dinheiro; vai a uma lotérica para pagar suas contas… Quando digo isso, muitos dizem “e daí”? Não veem nada demais nestas atitudes.

Pois tem muita gente que não consegue entender que isto também faz parte da vida de um policial. Cito dois exemplos marcantes, que sempre sorrio quando lembro:

Estava em um restaurante, sentado juntamente com meus companheiros de serviço, almoçando tranquilamente, quando uma senhora chegou perto e, com olhar desconfiado, perguntou o que estávamos fazendo ali.

Sem entender bem o porquê da pergunta, respondi que estávamos almoçando. Aí quem não entendeu foi a senhora, que encerrou a conversa com a seguinte pergunta: Mas vocês almoçam? Não teve como não sorrir para ela.

O outro fato ocorreu em uma agência bancária de Belo Horizonte. Paramos a viatura em frente ao banco e, ainda do lado de fora, notei que um senhor correu para trás de uma pilastra na área interna do banco.

Suspeitei que pudesse ser um assaltante, mas vi que o segurança do banco estava tranquilo e fez sinal de joia com a mão.

Entrei e perguntei ao senhor o que aconteceu e ele respondeu que pensou que nós estávamos indo averiguar algum assalto no banco.

São tantas situações curiosas e engraçadas que acabamos acostumando. As pessoas acham que onde tem polícia, tem algum problema.

Este comportamento é cultural e costuma ser sedimentado pelos pais e responsáveis que colocam na cabeça das crianças que policial é mal e se fizer o que não pode, ele vai pegá-las.

A última situação inusitada ocorreu esta semana na faculdade. Sendo egresso de outra instituição e, consequentemente,  um estranho na turma, durante alguns dias, passei despercebido, assistindo as aulas como um novato qualquer.

Mas em uma aula, o professor citando um caso criminal, apontou para o fundo da sala e disse: você é policial, né?

Parece que nesse momento um disco voador parou sobre a faculdade e um extraterrestre apareceu na sala, tal foi a surpresa causada nos outros alunos. Teve um que virou tão rápido para trás, que quase caiu de sua cadeira.

Concordo que a presença policial causa um grande impacto nas pessoas, mas nunca é demais lembrar que policiais também são indivíduos normais, com suas características comuns a todos os cidadãos.

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